O NOVO DIRECTÓRIO GERAL DA CATEQUESE

 

Na sequência do ConcílioVaticano II, e respondendo especialmente ao enunciado no nº 44 do Decreto Christus Dominus, elaborou-se o Directório Catequístico Geral, publicado em 11 de Abril de 1971, num esforço de adequar o ministério pastoral da Palavra aos princípios fundamentais teológico-pastorais expressos pelo Magistério da Igreja e especialmente pelo Concílio.  Trinta anos de recepção ao Concílio, sobretudo no que respeita a Evangelização - que é a acção da Igreja em contacto direto com as realidades do Homem e do Mundo, em permanente mutação - trinta anos de esforços de inculturação, com Catecismos nacionais e locais, trinta anos de refontalização bíblica e patrística, tudo consubstanciado principalmente em duas exortações apostólicas pós-sinodais - Evangelii Nuntiandi e Catechesi Tradendae, reclamavam já uma nova orientação para a pastoral profética, tendo, além disso, em conta que um novo Catecismo da Igreja Católica se apresenta como texto de referência obrigatória para os conteúdos catequéticos.  Acaba de sair a edição portuguesa do novo Directório Geral da Catequese, na sequência da sua publicação, em 15 de Agosto passado, e da sua apresentação oficial no Congresso Catequístico Internacional de Outubro de 1997.  A estrutura do DGC é paralela à do DCG de 1971. Dado que temos hoje um Catecismo da Igreja Católica renovado, omite os conteúdos fundamentais da Catequese (incluídos na terceira parte do DCG). Distribui-se por cinco partes: A Catequese na Missão Evangelizadora da Igreja (3 capítulos); A Mensagem Evangélica (2 capítulos); A Pedagogia da Fé (2 capítulos); Os Destinatários da Catequese (5 capítulos); A Catequese na Igreja Particular (4 capítulos).  Há alguns aspectos muito importantes neste novo DGC. E, em primeiro lugar, a clarificação do lugar da Catequese na tarefa global de evangelização, privilegiando o processo catecumenal como modelo de todo o itinerário catequético. A Catequese é  um processo de formação integral, que comporta aquisição de conhecimentos, momentos celebrativos e atitudes tansformadas.  Outra insistência permanente do DGC é que se procure traduzir a Mensagem Universal em linguagens adequadas: às idades, às culturas, às diversidades de situação de vida... Daí resulta uma importância fundamental dada aos catecismos. "O Catecismo da Igreja Católica e os catecismos locais, naturalmente com a autoridade própria de cada um, formam uma unidade. São a expressão concreta da 'unidade na mesma fé apostólica' e, ao mesmo tempo, a expressão da rica diversidade de formulação da fé." - nº 136. Os destinatários da Catequese são elemento fundamental a considerar, na elaboração dos catecismos. Da própria pedagogia divina decorre esta urgência de diversificar as ofertas de itinerário do Povo. 
À Igreja particular - onde o Bispo é o primeiro catequista, para cumprir a sua missão de sucessor dos Apóstolos - cabe a responsabilidade máxima de organizar e alimentar este processo de evangelização. E, na realização desta missão, um aspecto fundamental é a preparação de catequistas, que sejam mestres, educadores, testemunhas. A formação de catequistas adquire, por isso, um lugar de relevo, na organização da Catequese.

Pe. Querubim José

Dir. SNEC

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