A primeira residência da Companhia de Jesus no Porto foi inaugurada no dia de S. Lourenço, 10 de Agosto de 1560, por S. Francisco de Borja - que fora Duque de Gandia e Vice Rei da Catalunha - e pelo Pe Inácio de Azevedo.

Esta residência viria a dar lugar em 1577 ao colégio de S. Lourenço cuja igreja, conhecida hoje como ìIgreja dos Grilosî, é um marco da arquitectura da cidade.

A Companhia voltou ao Porto em 1870 - Rua de Vilar, em 1871 na Rua da Sovela nº 286, em 1881, até 1910, na Rua da Boavista nº 176 - regressando em 1927 à Rua das Valas, 107 (hoje Rua de Nª Sª de Fátima) para ocupar em Outubro de 1934 a sede actual (com entrada pela Rua Oliveira Monteiro, 562), cuja Igreja também ela tem por direito próprio lugar na história da arquitectura portuense.

Com efeito o projecto da Igreja de Nossa Senhora de Fátima é da Oficina ARS - Arquitectos na qual trabalhava, por então, um grupo de arquitectos, pintores e escultores, pioneiros do movimento moderno no Porto. Dirigiu a obra o Arq. Mário de Morais Soares, coadjuvado pelos seus colegas Fortunato Cabral e Cunha Leão; autor dos vitrais foi o Pintor Adalberto Sampaio. A obra, termina em 1933 e inaugurada solenemente em 1936, é assim o primeiro projecto da arquitectura moderna religiosa em Portugal. Seguiu-se-lhe meses depois, em Lisboa, e também dedicada a Nossa Senhora de Fátima, uma igreja projectada pelo Arq. Pardal Monteiro, com vitrais de Almada Negreiros.

Nesta Igreja e residência do Porto tem a Companhia de Jesus levado a cabo uma contínua e dedicada acção, segundo a espiritualidade que lhe é própria; o culto litúrgico, a formação espiritual e o acolhimento pessoal foram os meios priveligiados dessa acção, na qual a juventude mereceu sempre uma atenção especial (obras típicas e florescentes foram, nos primeiros decénios, as Congregações Marianas e o Apostolado da Oração).

Embora em moldes diferentes, essa continua a ser a linha geral de actuação por parte dos Padres e Irmãos da residência, já em casa, ìin templo et ad januamî, ìna Igreja e à portaî, como se dizia antes, já fora de casa, em múltiplos centros, associações e comunidades que o solicitam.

Assim as actividades mais visíveis da comunidade da Companhia no Porto são, ainda hoje, o culto e o atendimento pessoal, na Igreja e na residência; o Centro de Reflexão e Encontro para Universitários - Inácio de Loiola (CREU - IL); o Centro de Catequese; a docência e colaboração em escolas muito diversas como (um membro em cada uma delas): Faculdade de Filosofia de Braga; Universidade Católica do Porto - Departamento de Som e Imagem; Faculdade de Arquitectura do Porto; Escola de Música do Porto; Instituto NunÁlvares (Caldas da Saúde).



CREU-IL

Centro de Reflexão e Encontro Universitário
Inácio de Loyola
Rua de Oliveira Monteiro, 562 4050-440 PORTO
Tel. 226 061 410 Fax. 226 008 026
Director - P. GONÇALO EIRÓ

A C T V I D A D E S Eucaristia Diária, RH1, CPC, CIF, CAMI, Formação Permanente, Grupos de Oração, Grupos de Prep. para o Crisma, Eneagrama, Noites de Quarta.

CENTRO DE CATEQUESE
DE Nª Sª DE FÁTIMA
da Companhia de Jesus
É um dos quatro Centros de Catequese da Paróquia de Cedofeita, com cerca de 300 crianças e jovens, entregue à Companhia de Jesus e que hoje é dinamizado por cerca de 35 catequistas e não-catequistas, estudantes universitários e pós-universitários.


Todas as actividades deste Centro convergem directa ou indirectamente para a Catequese, a qual tem como "origem, lugar e meta" a Comunidade Cristã. Catequese esta que tem por fim a educação da fé na experiência da mesma fé, favorece a opção por Jesus Cristo, proporciona uma síntese organica e sistemática da fé cristã, acentua o seu carácter cristocêntrico, eclesial, bíblico e litúrgico, encaminha para a maturidade da fé, acompanhando o dinamismo do crescimento humano e cristão dos catequizandos em cada fase etária e em cada situação concreta, favorecendo a aquisicão e consolidação de atitudes humanas e cristãs, educando para o seguimento de Jesus Cristo, para o compromisso eclesial no mundo e criando espaços de diálogo, de comunhão e partilha de vida.

Cfr. Sinodo dos Bispos, 1977, Proposição 25

Jesuítas no País